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Washington, 13 dez (Lusa) - O dinheiro da droga está pervertendo a economia de Guiné-Bissau e apodrecendo a sociedade, afirmou diretor executivo do Departamento para as Drogas e Crime da ONU (UNODC), Antonio Maria Costa, no Conselho de Segurança.
O organismo da ONU se reuniu na quarta-feira para debater sobre o país africano, com uma palestra do diretor da representação da ONU para apoio da Paz em Guiné-Bissau, Shola Omoregie, além de Antonio Maria Costa.
O diretor executivo do UNODC ressaltou a ameaça representada pelo tráfico da cocaína para o país e seus vizinhos e apelou à comunidade internacional para garantir que o país africano continue recebendo ajuda suficiente, a curto prazo, para não entrar em colapso.
Segundo Costa, o valor do comércio da droga em Guiné-Bissau é maior do que todo o rendimento internacional. O dinheiro da droga está pervertendo a economia e apodrecendo a sociedade. Usando ameaças e subornos, os traficantes de drogas estão infiltrando as estruturas do Estado e atuando impunemente.
O representante da ONU disse ainda que o sistema judicial e policial de Guiné-Bissau não tem meios para enfrentar a aliança entre grupos criminosos estrangeiros e figuras locais poderosas.
Na reunião de quarta-feira, o Conselho de Segurança analisou também uma carta do secretário-geral, Ban Ki-moon, recomendando que o mandato da representação da ONU no país seja prorrogado por mais um ano.
Também foi proposto que a representação seja transformada numa missão integrada, mas não foi anunciada nenhuma decisão sobre o assunto. Apesar disso, foi decidido que Guiné-Bissau vai passar a contar com o apoio da Comissão de Construção da Paz da ONU.
O grupo foi criado no ano passado e conta atualmente com um fundo de US$ 144 milhões (R$ 255,3 milhões). Guiné-Bissau será o terceiro país a receber apoio desse fundo, depois de Serra Leoa e Burundi.
Em comunicado, a ONU diz que o Conselho de Segurança decidiu apoiar um pedido para esse apoio, feito pelo governo guineense, estando previsto que a comissão inicie consultas sobre a ajuda a conceder segunda-feira.
fonte: lusa.pt
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